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ECONOMIA – CENÁRIO ECONÔMICO DO BRASIL PARA 2024

JESS-PORTAL DA NOTÍCIA – EDIÇÃO 4.129-SINDESP.ORG.BR

INDICADORES ECONÔMICOS

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada(IPEA) estima para o ano 2024, a permanência do PIB em 2,0%. O ano de 2023 surpreendeu e deve deixar um legado positivo para 2024, mas política e gastos públicos ainda preocupam, avaliam economistas. Se a economia brasileira não está exatamente “BOMBANDO”, também não dá para negar que 2023 foi um ano muito melhor do que se imaginava. Houve surpresas positivas na condução da política econômica.  CONTAS PÚBLICAS – O Brasil entrará em 2024 sob um novo conjunto de regras fiscais. Sai o combalido teto de gastos, que congelava as despesas do governo por um período de 20 anos – mas que durou só cinco, tendo sido “furado” várias vezes – e entra o arcabouço fiscal. Não há dúvidas de que as novas regras são mais flexíveis, mas nem por isso devem ser facilmente cumpridas. Em relação às despesas, os gastos podem crescer até 70% do que crescerem as receitas, caso o governo atinja as metas de resultado primário (diferença entre o que se gasta e o que se arrecada). No caso de a meta não ser atingida, o crescimento das despesas fica limitado a 50% do aumento da arrecadação. 

O problema é que a meta fiscal para 2024 já foi desacreditada pelo mercado, por economistas e pela própria administração governamental, para quem “dificilmente chegaremos à meta de déficit zero” no novo ano. IPCA- Projeção para 2024 no cenário referência é de 3,6%, diz ata do Copom; a de 2025 é de 3,2% –  SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) – Todas as projeções já constavam no comunicado da semana passada, quando o Copom continuou o ciclo de corte da Selic (a taxa básica de juros) com queda de 0,50 ponto porcentual, de 12,75% para 12,25% ao ano. Na última divulgação do ano para o Boletim Focus, o mercado reduziu a mediana para a expectativa de Selic terminal no atual ciclo de flexibilização, de 9,25% para 9% ao fim de 2024.    –  IGP-M – A projeção de deflação passou se manteve em -3,55% em 2023, enquanto a estimativa para 2024 subiu de 4,03% para 4,07%, e as de 2025 e 2026 continuaram em 4,0%.  – DÓLAR – A projeção do dólar para R$ 4,30 –  Especialistas apostam na moeda americana abaixo dos R$ 5, analistas do Banco Central apontam para uma cotação próxima – até mesmo abaixo – de R$ 5 para o ano que vem. INPC – Em 2024,  será o mais a alta de 2,9% . –  TR para 2024 -O valor passou de 4,04% para 4,00%, indicando uma melhor escala das expectativas de mercado à meta de inflação do Banco Central (3,0% no próximo ano, com teto em 4,5%). SALÁRIO MÍNIMO – valor do salário mínimo em 2024 será de 1.412 reais e entre em vigor a partir do dia 1º de janeiro. Nova legislação prevê que mínimo é ajustado de acordo com a inflação e a alta do PIB.  Revisão de quase 7% já vale para salário e benefícios de janeiro, que serão pagos no início de fevereiro. 

PRINCIPAIS INDICADORES DA ECONOMIA BRASIELIRA –  PIB A sigla “PIB” significa “Produto Interno Bruto” e é o resultado da soma de todos os bens e serviços finais que são produzidos por um país, estado ou determinada região dentro do período de um ano. Vale a pena ressaltar que todos os países calculam o seu PIB de acordo com as suas respectivas moedas. O órgão responsável pela divulgação dos dados do PIB é o IBGE. –  IPCA –  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que monitora a variação dos preços de um conjunto de produtos e serviços destinados ao consumidor final. Portanto, entendendo o que é IPCA, você sabe mais sobre a inflação do país. Este índice é calculado pelo IBGE. Ele também é chamado de “termômetro oficial da inflação”. Isso porque ele mede a variação dos preços dos produtos e dos serviços consumidos pelas famílias que recebem de 1 a 40 salários mínimos no Brasil. –  SELIC – A taxa Selic também é um dos principais indicadores econômicos do Brasil. Isso porque ela representa a taxa básica de juros da economia nacional e tem influência sobre a inflação. Funciona da seguinte forma: após as famosas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, fica estabelecida uma nova taxa Selic. Quanto mais alta, maiores serão as taxas de empréstimos e financiamentos praticadas no país. Com o crédito mais caro, há uma queda no consumo e a inflação diminui. Além de ser importante para a macroeconomia, a Selic também tem impacto nos investimentos. A taxa de juros interfere diretamente no rendimento de ativos de renda fixa atrelados a ela, como o Tesouro Selic. Em outros investimentos de renda fixa, ela tem influência indireta, como na poupança e nos investimentos atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) como CDB; LCI, LCA e LC; FI e títulos atrelados ao IPCA (índice de inflação oficial do país). –  IGP-M – Ao falarmos do indicador IGP-M, nos referimos ao Índice Geral de Preços – Mercado. Logo, ele é responsável por medir a movimentação ou flutuações dos preços no país nas mais diferentes atividades econômicas. Ao observar o IGP-M, é possível ver detalhes do nível de atividade econômica em etapas distintas de todo o processo produtivo. Além disso, esse índice também é conhecido como “inflação do aluguel” pois é usado como base para reajustar os valores de vários contratos de moradia. – DÓLAR –  Se atentar ao dólar também é importante se você deseja realizar investimentos certeiros e lucrativos. Por se tratar da moeda mais forte do mundo, ela se mostra um indicador indispensável ao olharmos para a economia. A entrada e saída do dólar no país é capaz de afetar o cenário econômico por causa das taxas de câmbio, que valorizam ou desvalorizam a moeda nacional. Isso pode afetar o preço de produtos mais simples como, por exemplo, alimentos e roupas, bem como o mercado financeiro de maneira geral. Se uma empresa trabalha com produtos exportados, ou se você deseja investir no mercado exterior, observar as flutuações do dólar em relação ao real pode fazer toda a diferença nas tomadas de decisão.  –  TAXA CDI   – “CDI” é a sigla que utilizamos para nos referirmos ao Certificado de Depósito Interbancário. Esse indicador econômico serve para observarmos as taxas de juros de empréstimos que acontecem entre os bancos. O Banco Central determinou que todos os bancos devem terminar o dia com saldo positivo, assim, é possível ter certeza de que o sistema financeiro está saudável e garantir que ele permaneça dessa forma. A taxa CDI também é usada como base para calcular o rendimento de investimentos de renda fixa, como o CDB, um tipo de empréstimo para bancos acrescido de juros. Ou seja, uma renda fixa e de baixo risco.

O Certificado de Depósito Interbancário, também chamado de taxa DI, é uma operação entre bancos que segue a lógica da Selic, porém sem atuação do governo. A taxa DI é, em média, 0,2 ponto porcentual menor que a taxa básica de juros. Dessa forma, sua alteração muda o rendimento dos títulos que expressam seus retornos como porcentagens do CDI.  –   INPC – O Índice Nacional de Preços no Consumidor ou INPC, é um indicador econômico utilizado para observar as principais tendências da inflação no país. Entretanto, é importante saber que esse indicador tem como base a variação de preços de produtos que são consumidos por famílias brasileiras que possuem entre 1 e 5 salários mínimos. – TAXA REFERENCIAL – A Taxa Referencial, ou TR, é usada como referência para fazer investimentos e, até mesmo, financiamentos. Assim, atualmente, a TR serve como um indicador para a atualização monetária de determinadas aplicações financeiras e operações de crédito. Ainda nesse sentido, a poupança é o principal fator afetado pela Taxa Referencial desde o ano de 2012. Logo, a caderneta rende conforme a variação desse indicador econômico. FGTS, Títulos de capitalização e financiamento imobiliário também são afetados pela TR. Então, se você deseja corrigir valores ao longo do tempo, é necessário que você tenha a Taxa Referencial como sua principal base de índice de inflação.  O mundo financeiro possui diversos indicadores econômicos que podem te ajudar a tomar a decisão certa na hora de fazer seus investimentos, financiamentos e, até mesmo, na hora de na sua vida pessoal. Para saber mais como usar esses indicadores ao seu favor, não perca os episódios do MACRO REVIEW, o PODCAST de economistas do C6 Bank. Assim, você fica por dentro de todas as atualizações do mercado financeiro no Brasil e no mundo.