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Economia Em 2022: Por Que Expectativas Para O Brasil Estão Piorando Rapidamente

JESS-PORTAL DA NOTÍCIA – EDIÇÃO 2.506- SINDESP.ORG.BR

  

Os economistas revisaram fortemente para baixo suas expectativas para o desempenho da economia brasileira em 2022.

 

O crescimento do PIB e a situação do mercado de trabalho e da renda para 2022 geram grande expectativa, como fatores determinantes no bem-estar da população e no desenrolar de eleições em que o atual presidente tenta a recondução ao cargo.

Entenda os seis principais fatores que têm feito os analistas reduzirem suas expectativas para o desempenho da economia:

1) Inflação maior e juros em alta

O principal fator citado pelos analistas para a revisão nas expectativas para o PIB em 2022 é o fato de que a inflação deve ficar acima do que era esperado antes. Com isso, o Banco Central vai ter de subir mais os juros, o que tem efeito negativo sobre o consumo das famílias e o investimento das empresas.

2)  Menor crescimento da renda.

Um segundo fator citado pelos economistas para a deterioração das expectativas para 2022 é o crescimento modesto esperado para a composição da renda — que é a soma de todos os rendimentos da população.

“Reduziu-se as projeção de crescimento do PIB  em 2022  de 1,7% para 1,3%, monetária (isto é, a alta dos juros) o cenário incorpora “crescimento modesto da massa de renda ampliada disponível às famílias”, com alta em torno de 1,5%, descontada a inflação, devido principalmente ao fim do auxílio emergencial, que não deve ser compensado pelo emprego e  o aumento esperado do Bolsa-Família.

“A taxa média de desemprego voltará ao nível pré-pandemia somente em 2023, e o nível de equilíbrio (pouco superior à 10%) deve ser atingido somente em 2025”.

3) Esgotamento do efeito da retomada dos serviços

Um terceiro fator citado pelos economistas é que o impulso gerado pela reabertura da economia este ano — particularmente no setor de serviços —, após período de maior distanciamento social provocado pela pandemia, deve perder força no ano que vem.

” O pessimismo no médio prazo é compartilhado por outros analistas.

“Esperamos que alguns dos segmentos de serviços ainda impactados pela COVID (em particular serviços prestados às famílias) se recuperem nos próximos meses, em conjunto com o progresso no programa de vacinação contra a COVID, reabertura da economia e estímulo fiscal renovado”,

.

4) Desaceleração global

Um quarto fator citado pelos analistas é a expectativa de perda de ímpeto da economia global, o que impacta a demanda e o preço das commodities exportadas pelo Brasil. O crescimento orquestrado das economias este ano foi impulsionado pela reabertura das cidades, avanço da vacinação e manutenção dos estímulos monetários por boa parte dos Bancos Centrais das economias maduras. No corrente  ano que vem, esses fatores se dissipam.” Os preços das commodities devem se acomodar, em especial das commodities metálicas, uma vez que o crescimento da atividade econômica mundial desacelere”, diz a MCM Consultores, que prevê um superávit recorde de US$ 76,6 bilhões para a balança comercial brasileira em 2021, que deve desacelerar a US$ 74,1 bilhões em 2022, nas contas da consultoria. O superávit é a diferença positiva entre o valor exportado e o importado pelo país. Essa também é a visão do Itaú: “Vemos desaceleração do setor industrial global e queda de preços de commodities ano que vem.”

Crise hídrica e do setor elétrico é um dos fatores de incerteza para o PIB de 2022; na foto, o lago de Furnas em Minas Gerais um julho deste ano, abaixo dos 27% de capacidade

5) Piora da crise hídrica e possível racionamento de energia

Na piora das expectativas dos economistas, também está na conta o agravamento da crise hidroenergética e o crescente risco de racionamento em 2022.

“Como se não bastasse o risco fiscal, a crise hídrica segue pressionando custos de produção, aumentando a inflação e reduzindo as perspectivas de crescimento econômico”,

para 17,2%, enquanto dobrou seu índice de probabilidade, para 10% em 2022.

“A situação hídrica gera pressão adicional sobre a inflação corrente, via aumento das contas de luz, e também sobre a dinâmica de preços do ano que vem, através da inércia resultante de um IPCA mais elevado e do risco de novas medidas que visem à redução do consumo de eletricidade”,.

6) Eleições conturbadas

Por fim, pesa no pessimismo dos economistas para o em   ano a certeza de eleições polarizadas e bastante conturbadas.

” Consultores.

“Se a crise político-institucional continuar a escalar a recuperação econômica perderá fôlego. O ambiente agitado também atrapalha as costuras para a solução de problemas político fiscais, como o pagamento dos precatórios e a criação do programa Auxílio Brasil”, diz a consultoria, sobre a ameaça ao programa que visa turbinar o Bolsa Família de olho na reeleição.

A consultoria cortou sua projeção para o PIB do próximo ano de 2,1% para 1,4%.

“A principal razão é a perspectiva de agravamento progressivo do quadro político, institucional, fiscal e de incertezas. Um dos fatores mais importantes é a eleição presidencial polarizada e muito provavelmente recheada de propostas populistas de ambos os lados.”

FONTE :PESQUISAS DIVERSAS