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Incertezas Causadas Pela Pandemia: O Seu Bolso Está Seguro?

JESS-PORTAL DA NOTÍCIA – EDIÇÃO 2742 – SINDESP.ORG.BR

É incrível como o ser humano se acostuma com o que é bom. Você consegue se lembrar do ano de 2019? Sim, foi o último sem preocupações com o tal do CORONAVÍRUS, máscaras, álcool e restrições sociais. Tudo mudou em 2020 e a sensação é que ainda não saímos do ano em questão. Chegou 2022 e o “novo normal” está aí. Logicamente, as vacinas funcionaram inclusive terceiras e quartas doses, mas, ainda assim, o medo e as incertezas pairam no ar.

Estamos realmente seguros? Segurança tem a ver com proteção financeira e dinheiro sobrando na conta. A quebra de paradigma aconteceu de forma forçada, pois, quem não tinha preocupações com suas receitas, com certeza, passou a ter. Planejamento financeiro, economia, investimentos e assuntos relacionados ao capital nunca estiveram tão em voga. Apesar de todos os apesares, a população percebeu a necessidade de se preocupar com o futuro, uma vez que o presente estava calamitoso. Durante o isolamento social, parte das pessoas realmente entrou em LOCKDOWN e evitou gastos sociais, como barzinhos e restaurantes, por um bom tempo. A economia aconteceu de maneira compulsória. Já outras pessoas, tão logo as medidas sanitárias se afrouxaram, voltaram com todo o gás às ruas, suprindo a demanda reprimida e, em alguns casos, gastando até o que não havia na conta. A questão é: independente de como foi a sua reação ao isolamento, as contas não param de chegar e o futuro vem a galope. Não dá para descartar a possibilidade de uma nova pandemia, mesmo que demore anos. Aprendemos com os erros (e os acertos) do passado e queremos estar prontos para qualquer possibilidade, ainda que remota, de situações de pânico na saúde, na economia ou em qualquer setor que seja. É o momento de olhar para o futuro, tomar atitudes e traçar metas para garantir a segurança financeira de longo prazo.

Por isso, seja no “novo normal” ou em um futuro imaginário. Separamos dicas especiais para te guiar rumo a um amanhã mais despreocupado. Vamos lá:

– 1) Reavalie o seu orçamento. Com a pandemia e o isolamento, provavelmente os seus custos mensais se modificaram. É o momento de olhar novamente para a sua realidade financeira e entender a fundo para onde cada centavo está indo, reavaliar gastos desnecessários e redefinir prioridades. O que antes poderia ser essencial, talvez hoje seja completamente dispensável.

– 2) Negocie com fornecedores de serviços – A crise financeira com a recessão devido à COVID-19 assolou todo mundo. Por esta razão, as empresas estão mais sensíveis a alguns tipos de negociação para evitar perder clientes. Um exemplo fácil de testar: ligue para o seu serviço de internet e tente uma negociação para aumentar o pacote sem aumentar o preço ou reduzir o preço mantendo o pacote. Se, ainda assim, não der certo, procure outra que se acerte à sua realidade.

– 3) Mude hábitos – Comer fora era uma rotina? Experimente cozinhar em casa e levar comida para a semana. Visitar bares todos os fins de semana? Experimente reduzir para um fim de semana por mês. Viagens de carro? Veja se é possível mudar por ônibus. Consegue deixar o transporte em casa e ir de bicicleta? Se fizer sentido, tente. Dá para desligar o ar condicionado sem morrer de calor? Se sim, substitua pelo ventilador. Adote novas posturas para se adequar ao novo momento.

– 4) Guarde primeiro, gaste depois – Acostume-se a entender a sua reserva financeira como uma obrigação. Obviamente, após se livrar das dívidas e começar a investir, compreenda seus investimentos como obrigatórios no decorrer do mês. Ao invés de pagar tudo e guardar depois, guarde primeiro e pague as demais contas depois. O que sobrar, no final de tudo, é o que fica para gastos supérfluos no mês. Faça o dinheiro trabalhar por você.

5) – Redefina seus objetivos a longo prazo – Há inúmeros relatos de pessoas que mudaram totalmente suas prioridades de vida, aprendizados da pandemia. Seus sonhos permanecem os mesmos? É hora de fazer uma auto-análise e entender o seu novo momento. É o mesmo de 2 anos atrás? Provavelmente, não. Isso afeta totalmente sua vida financeira e muda seus planos. Avalie, repense e tome novos rumos.

Fonte; CAPEF