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Os Monstros que Podem Assombrar a Sua Vida Financeira – Halloween

JESS – Portal da Notícia – Edição 2.434 – sindesp.org.br

Se tem uma coisa que brasileiro é expert é adaptação. A população verde e amarela tem características fortíssimas de camaleão. É a mãe que se adapta na dupla jornada para cuidar dos filhos, é o pai que se flexibiliza para conseguir se manter em dois empregos, é o filho que se desdobra para trabalhar e estudar… sem sombra de dúvidas, somos um povo digno de admiração por tanto esforço para viver bem. Esse super-poder ultrapassa as barreiras individuais da luta diária e chega na cultura coletiva.

Basta ver uma chance de inovação que a gente vai lá e transforma em algo tão nosso, que ninguém nem se lembra de como era o original. Alguns invejosos podem dizer que não sabemos criar, mas a realidade é que, depois de alguns ajustes, conseguimos chegar mais longe do que a versão primordial. Quer ver como é verdade? Já parou pra pensar que o cream cheese no sushi é invenção brasileira? Visita o Japão pra ver. E a tal da paleta mexicana, que nunca existiu no México? As invenções são muitas, a lista é interminável e não para somente na gastronomia. Somos reis e rainhas em transformar datas diferentonas que vemos no mundo e incluir no nosso calendário. O Oktoberfest, por exemplo? Tem na Alemanha, mas também tem no Brasil.

Falando em datas especiais, uma delas entrou definitivamente no calendário e fez morada permanente: o Halloween, também conhecido como Dia das Bruxas. Na tradição norte-americana, é uma festa na qual as crianças saem de casa em casa, batendo nas portas, sugerindo o famoso “doces ou travessuras” e ganhando quilos e quilos de guloseimas.No nosso país um pouco mais violento, é inviável deixar nossos filhos saírem às calçadas pedindo doces, não é? Mais uma vez, adaptação: fazemos festinhas nos colégios, em casa com a família, nos bares, em restaurantes. O que vale é botar o monstro interior para fora, usar uma bela fantasia e se divertir em grande estilo! Aproveitando a data tão divertida, resolvemos trazer pra vocês os cinco monstros que podem assombrar a sua vida financeira! No entanto, faremos do nosso jeitinho: nada de bruxas, vampiros e múmias. A nossa pegada é com o folclore nacional! Acompanhe:

1) O curupira da falta de preocupação com dinheiro
Em pleno século XXI, com o mundo do jeito que está ainda tem gente que vive feito o curupira: andando pra frente, mas com os pés virados para trás. Pode até ter certa consciência sobre investir dinheiro, mas na primeira oportunidade de sair correndo na mata (ou no shopping, pra gastar), não pensa duas vezes e tira de onde tiver. O que importa é o momento presente. A parte boa: sempre é possível começar a virar os pés e focar no futuro!

2) O boto cor-de-rosa dos pagamentos atrasados
Existem contas que são obrigatórias para sobreviver nos dias de hoje: aluguel/prestação de casa, gasolina, alimentação, entre outras importantes. No entanto, o boto cor-de-rosa é aquele malandrinho que deixa de pagá-las para tomar uma cervejinha, cair na farra, conhecer e aprontar com o máximo de gatinhas diferentes por aí, sem compromisso. É uma eterna síndrome do Seu Barriga e Seu Madruga: cadê o aluguel? Não tem. Gastou com coisa supérflua. Elencar os custos fixos de vida é essencial para, no finalzinho do mês, não se esquecer de nada. Priorizar é a palavra-chave!

3) A mula sem cabeça e sem fundo de emergência
A coisa está, literalmente, pegando fogo em sua cabeça e a mulinha não tem um fundo de emergência. O que acontece? Sai galopando loucamente, pedindo dinheiro emprestado aos amigos, à família, queimando todo mundo com seu incêndio. Como diriam os FUNKS atuais, ninguém é obrigado a resolver os seus BOS. Ter uma reserva guardada para casos especiais é um dos primeiros passos na jornada rumo à independência financeira. Se for pra galopar, que seja rumo a um futuro seguro.

4) O saci e o furacão do cartão de crédito
Reza a lenda que o saci aparece dentro de um pequeno furacão, bagunça tudo, aprontando todas e vai embora, deixando só o estrago. É exatamente assim quando não há controle com o cartão de crédito. O que pode ser uma ferramenta mágica para eliminar dívidas, pode se tornar um verdadeiro estorvo, deixando o indivíduo pulando de um pé só para resolver o grande buraco financeiro. Utilizar o cartão com inteligência, pagando sempre faturas, negociando anuidades e tomando cuidado para não gastar o que não tem são premissas básicas para lidar com ele.

5) A cuca do despreparo emocional
Quando decide entrar no mundo dos investimentos, você deve se capacitar para montar uma carteira diversificada, alinhada com os seus objetivos de curto, médio e longo prazo.É muito comum, no entanto, que as pessoas caiam na armadilha da Cuca e do despreparo emocional, entrando em desespero quando vêm determinados investimentos de longo prazo sofrerem com a volatilidade do curto prazo. Aí vão lá, se desfazem do ativo e ficam com um prejuízo que provavelmente não teriam se não tomassem atitudes baseadas nas emoções.
Por isso, o ideal é ter muita disciplina e confiar no seu planejamento, fazendo movimentações apenas quando realmente tiver certeza do que está fazendo.

Fonte:capef