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QUAIS SÃO OS GOLPES MAIS COMUNS NO PIX?

JESS-PORTAL DA NOTÍCIA EDIÇÃO 2.568 –SINDESP.ORG.BR

INVASÃO DE CONTA – Esse golpe ocorre quando a vítima é levada a clicar em links suspeitos recebidos por SMS ou no WHATSAPP. O golpista rouba os dados de acesso, invade a conta bancária do cliente e desvia dinheiro por meio do PIX. Para se proteger, não clique em links suspeitos recebidos por SMS, WHATSAPP, e-mail ou redes sociais.

Tenha atenção especial aos links que peçam sincronização, atualização, manutenção de TOKEN, APP ou cadastro. E sempre verifique a autenticidade de endereços visitados na internet, seja pelo selo de verificação nas redes sociais ou pelo domínio nos sites. Na dúvida, entre em contato com o banco por meio dos canais de atendimento.

FALSA CENTRAL DE ATENDIMENTO – Em outro golpe comum, o fraudador se identifica como funcionário de banco ou de uma empresa em que a vítima é cliente, e oferece ajuda. Essa suposta ajuda pode ser para que a pessoa possa cadastrar novas chaves PIX, ou com algum teste do sistema. Aqui, não custa repetir: dados pessoais de clientes jamais são solicitados de forma proativa pelas instituições financeiras. Funcionários de bancos também não fazem testes com o PIX. Se receber uma ligação parecida em nome do BB, entre em contato com os canais de atendimento do Banco.

PERFIL FALSO NO WHATSAPP – Nessa modalidade, os golpistas nem precisam clonar o WHATSAPP da vítima. Eles escolhem as vítimas em redes sociais, onde conseguem suas fotos. De alguma forma, conseguem descobrir os celulares de alguns contatos próximos das pessoas. Com a foto e um número de celular, criam um perfil falso da pessoa e mandam mensagem a esses conhecidos, comunicando a troca de número por algum problema. Depois, pedem uma transferência via PIX, como se estivessem em alguma emergência. A dica que vale para os casos envolvendo clonagem ou não é: sempre tenha muita cautela de pedidos urgentes de dinheiro. Não faça o PIX ou qualquer tipo de transferência até falar com a pessoa. Se puder ser uma chamada de vídeo, melhor ainda. 

VENDA FALSA – Nessa modalidade, o golpista anuncia a venda de algum produto nas redes sociais, site de anúncios ou plataformas de e-commerce e negocia com a vítima. Durante a negociação, a vítima faz o pagamento antecipado por meio do PIX e acaba não recebendo o produto. Esse crime inclui casos de promessa de empréstimo mediante pagamento prévio de taxa para liberação do dinheiro. Fique atento e verifique a origem dos anúncios recebidos nos mais diferentes canais de comunicação. Faça uma busca sobre o perfil do anunciante em sites especializados em reclamações e veja se está interagindo em um perfil oficial, em caso de negociações nas redes sociais. Desconfie de promessas de grande retorno financeiro ou de benefícios muito maiores que os cursos e sempre confira os dados do destinatário antes de confirmar um PIX.

DESCONTOS NA FATURA DO CARTÃO – Nesse golpe, criminosos enviam mensagens no celular (SMS), oferecendo descontos para pagamentos de faturas de cartão de crédito ou contas de celulares. O que chama a atenção é que as falsas promessas são de descontos de até 40% no valor da conta. Para receber o suposto benefício, a pessoa precisa clicar em um link na mensagem e acessar um site, onde irá informar dados como bandeira do cartão, CPF, os quatro últimos dígitos do cartão e o valor total da fatura. Depois de cadastrar os dados, uma nova mensagem é enviada pelos criminosos, informando o valor reduzido da fatura e a chave PIX para a transferência. Faças as contas do tamanho da dor de cabeça: um prejuízo triplo para a vítima. Isso porque além do pagamento de um boleto falso e da necessidade de pagar a conta verdadeira depois, os dados roubados podem ser utilizados para outras fraudes. Para se proteger, é importante procurar os canais oficias das empresas para confirmar a autenticidade de mensagens oferecendo esse tipo de descontos. Se não tiver certeza de que a página é real e segura, não coloque informações pessoais ou realize pagamentos

FALSO BUG DO PIX EM DOBRO – Os fraudadores compartilham mensagens e vídeos nas redes sociais com a informação falsa de que uma falha (bug) no sistema permite ganhar o dobro do valor transferido para chaves aleatórias. As chaves, no caso, são dos golpistas, é claro, que ficam com toda a grana transferida de quem esperava ganhar dinheiro fácil.

O Banco Central alerta: não há qualquer bug no Pix, e orienta: sempre desconfie de mensagens que prometem dinheiro fácil e que chegam pelas redes sociais ou e-mail.
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Proteções do Pix contra golpes
O Banco Central lista vários mecanismos adotados para garantir a segurança das transações:
✔ As informações pessoais são protegidas pelo sigilo bancário.
✔ A autenticação e criptografia também estão garantidas.
✔  As transações são integralmente rastreáveis, por serem operações de conta a conta.
✔ O destinatário de uma transferência financeira, em situação de sequestro ou outro meio de coação ilícita, é totalmente identificável.
✔  A identidade do pagador é autenticada de forma digital, por senha, token, reconhecimento biométrico ou outro método de segurança adotado pela instituição de relacionamento, antes de qualquer pagamento ou transferência.
✔  Os dados das transações transitam criptografados na Rede do Sistema Financeiro Nacional.
✔  A rede de dados identifica transações atípicas, fora do perfil do usuário, bloqueando essas transações por um tempo, ou mesmo rejeitando.
✔  Por ser uma solução do Banco Central, todas as instituições bancárias estão interligadas em mecanismos de proteção. Se uma transação é classificada como suspeita de fraude, ou fraude consumada, todas as instituições são automaticamente alertadas.
✔ O estabelecimento de limites máximos de valores para as transações com base no perfil do cliente também é outro mecanismo de segurança.
FONTE: BANCO DO BRASIL